Renault Captur entra na briga dos compactos

Renault Captur entra na briga dos compactos
A Renault do Brasil iniciou o ciclo de lançamentos de seus novos utilitários esportivos.

A Renault do Brasil iniciou o ciclo de lançamentos de seus novos utilitários esportivos. Dos três lançamentos previstos para este ano, o primeiro a ser lançado foi o Captur, um veículo com desenho atraente e com preço bastante competitivo. O Captur, um pouco maior que o carro do mesmo nome produzido na Europa, uma vez que no Brasil usa a plataforma do Renault Duster, chega com duas versões para o consumidor brasileiro: a Zen com motor 1.6l SCe e câmbio manual de cinco velocidades (mesmo powertrain do Sandero Stepway cuja avaliação foi publicada na semana passada) e Intense, com motor 2.0 l e câmbio automático de quatro velocidades. A primeira versão usa o novo motor da marca, já em uso no Sandero, Duster e Logan, que rende até 120 cv de potência. Com esse motor, o Captur só é vendido com câmbio manual. Externamente praticamente não há diferença entre o modelo de entrada e o mais sofisticado. Até as rodas de liga-leve têm o mesmo tamanho: 17 polegadas. A segunda versão, a Intense, traz um motor de 2 litros e câmbio automático de quatro velocidades (148 cv com etanol e 143 cv com gasolina).

O Captur, com seu estilo francês, chega recheado de tecnologia, disponível inclusive na versão de entrada. O carro chama a atenção também pelo seu estilo de pintura biton com o teto em uma cor e o restante da carroceria em outra. Esse tipo de pintura chegou ao Brasil com o Nissan Kicks, fabricante que faz parte do Grupo Renault. As linhas do modelo seguem a nova identidade visual da marca francesa, e foram desenvolvidas pela Technocentre da Renault, na França, em parceria com o Renault Design América Latina (RDAL), estúdio que funciona em São Paulo. A dianteira traz luzes diurnas de LED, no formato de "C" ao redor dos faróis de neblina, que alongam a grade inferior, transmitem elegância. Os faróis são têm desenho fluído, enquanto o capô tem dois vincos bem marcados. A lateral é musculosa e as rodas de aro 17 se integram bem a esse desenho. Na traseira, o destaque são as lanternas em LEDS, ponteira de escapamento cromado e friso cromado abaixo do porta-malas que percorre quase toda a extensão do para-choque.

O modelo pode ser comprado em 13 combinações de cores, incluindo nove combinações em biton. O teto pode ser preto ou marfim.

O veículo tem 4,33 m de comprimento e 2,67 de entre-eixos, ou seja, tem praticamente o mesmo tamanho que o Duster. Seu interior tem uma boa quantidade de porta-trecos (12) e conta com bom porta-malas (437 litros).

O Captur traz várias inovações técnicas, mas peca por trazer um câmbio com quatro velocidades na versão com motor 2.0, um tipo de transmissão pouco usada hoje em dia. Não há previsão de lançamento de uma versão com tração nas quatro rodas, como a existente na Europa e a própria Renault já adiantou que deverá lançar no futuro uma versão com motorização 1.6 l e câmbio CVT (continuamente variável). O desempenho do carro é bom e chama a atenção o capricho no acabamento interno e o isolamento térmico e acústico, de primeira qualidade.

Os preços são muito interessantes para um veículo desse porte e nível de acabamento. A versão Zen custa R$ 78.900 e tem disponível como opcionais um kit Media Nav com câmera de ré (R$ 1.990) e pintura biton (R$ 1.400). A versão superior custa R$ 88.490 com dois opcionais: bancos revestidos em couro (R$1.500) e pintura biton (R$ 1.400). O modelo já está disponível para test drive na rede de concessionários e começa a ser entregue no início de março. A marca deverá lançar mais dois SUVs este ano, o nacional Kwid (compacto) e o importado Koleos, de maior porte.

Elegância discreta

O Renault Captur é um utilitário bonito. Seu desenho o diferencia da maioria dos modelos do mercado e passa a impressão de um veículo sólido. A posição do motorista é boa, alta, com o ponto H 0,708 m em relação ao solo. A ergonomia também é muito boa com todos os comandos ao alcance das mãos. Poucos veículos lançados ultimamente têm o mesmo isolamento acústico que o modelo. Sem ser exageradamente grande, sua arquitetura transmite a sensação de segurança no trânsito urbano. A suspensão foi bem trabalhada e a primeira impressão é de um veículo estável, que encara bem as curvas, apesar de ser alto (1,62 m).

O caderno Motor avaliou apenas a versão topo de linha, a Intense com motor 2.0 que rende até 148 cv quando abastecido com etanol. Em ambiente urbano, o carro vai muito bem e mostra uma boa agilidade. O câmbio automático de quatro velocidades, embora bem escalonado, impõe alguns limites no trânsito rodoviário. Com apenas quatro velocidades, o motor é obrigado a funcionar em giros mais altos, o que reflete diretamente no consumo. Uma caixa com mais velocidades seria o ideal. Segundo a Renault, em breve deverá ser lançada uma versão Zen, com o novo motor 1.6 l 16V SCe com transmissão continuamente variável (CVT), que deverá aumentar ainda mais o interesse pelo modelo.

Embora o mercado dos SUVs compactos seja disputadíssimo, o Captur chega com algumas vantagens para enfrentar a concorrência e a principal delas é o custo-benefício.